Text Box: TEORIA (Portuguese only)

Strategy for Cycling Planning in Lisbon City-Region (English only)

 

 

Paper (Portuguese only)

 

Text Box:

Aptidão Ciclável / Cycle Suitability

          DOWNLOAD INFORMATION FOR LISBON:

(optimized for A1 size printing—original scale 1:25.000

Rede Hierarquizada /

Categories for Cycle Network

Rede Ciclável sobre Estrutura Ecológica /

Cycle Network over Ecological Structure

Planta de Tipologias Cicláveis /

Cycle Tipology Categories

Rede Ciclável de Lisboa 

Lisbon Cycle Network                                               

Text Box: As Redes Cicláveis constituem espaços com grandes potencialidades, quer na reabilitação do sistema de transportes, contribuindo para uma plena integração do mesmo, como através dos corredores verdes que proporcionam em pleno meio urbano.
O sistema de transportes necessita de uma transformação que aumente francamente a sua eficiência, o que directamente significa reduzir os tempos de deslocação, aumentar a velocidade de circulação e contribuir para a redução da poluição por este causada.

O transporte individual é um dos grandes problemas em meio urbano com influência Global, dado que contribui para o aumento do efeito de estufa e das chuvas ácidas e directamente para a diminuição da qualidade do sistema de transportes, o que significa uma degradação da qualidade de vida. Territórios cujos sistemas de transportes sejam baseados no transporte individual apresentam-se mais dispersos e com maiores impactes no Meio e na Economia quando comparados com os associados a sistemas de planeamento que tenham em conta sistemas de transportes eficientemente articulados. O Ordenamento do Território deve ser a base para um planeamento ecológico que permita integrar na plenitude espaços naturais e urbanos, resultando também daí uma maior eficiência de funcionamento global. O sistema de transportes integrado é resultado desse planeamento que se pretende globalmente ecológico, tendo por base o transporte público multimodal, tendo a circulação pedonal e ciclável em articulação nas curtas distâncias.
O actual crescimento urbano, aliado aos crescentes níveis de exigência ambiental e social, têm exigido a procura de novas soluções de mobilidade que contribuam para a adopção de um modelo de cidade sustentável. Um modelo que aproxime a cidade dos que nela vivem, trabalham ou visitam, que proporcione o usufruto do espaço urbano, a criação de laços de vizinhança e a participação cívica no dia a dia das comunidades. 
A existência de um sistema de transportes com o maior número de opções possível, devidamente interligadas e adequadas às necessidades das pessoas, é hoje fundamental. Para tal há que alterar o sistema actual, que assenta na forma individual de transporte, e substitui-lo gradualmente por outros ambientalmente e energeticamente mais eficientes, igualmente consentâneos com o ritmo de vida e os níveis de exigência actuais. 
Nesta perspectiva, os modos suaves de locomoção, incluindo a bicicleta, têm vindo a ganhar um novo espaço e estatuto. A bicicleta é hoje encarada como uma forma competitiva e preferencial de ligação aos transportes públicos e de deslocação em curtas distâncias. Os percursos cicláveis oferecem também oportunidades únicas de salvaguarda dos recursos naturais, dado que podem surgir como percursos contínuos de sobreposição com os diversos elementos que constituem a componente visível dos ecossistemas, cuja preservação contribui para assegurar o seu funcionamento. Simultaneamente, ligam elementos culturais da paisagem, assim como equipamentos colectivos de natureza social e cultural e potenciam a requalificação do espaço público.

A Estrutura Ecológica, também como espaços de suporte da bicicleta, apresenta-se ainda com mais virtudes, mais versátil, podendo contribuir assim para a integração plena do sistema de transportes representando, portanto, espaços de grande riqueza ecológica e também social. 
Os percursos cicláveis devem apresentar inúmeras tipologias, à semelhança das que a Estrutura Ecológica assume, integrando-se plenamente nos tecidos construídos e nos espaços não edificados, respondendo simultaneamente a requisitos funcionais de segurança e qualidade.

A cidade de Lisboa é, neste contexto, alvo de um estudo que integre a bicicleta de uma forma plena no tecido urbano, procurando atingir-se todas as suas potencialidades, nomeadamente o aumento da qualidade de vida local através da requalificação arquitectónica dos espaços por estas influenciado.

O Plano Verde como instrumento de planeamento ambiental integrado

A elaboração dos Planos Verdes tem por base o pressuposto de que o planeamento integrado do território implica necessariamente o reconhecimento dos sistemas ecológicos - bacias hidrográficas, zonas com riscos de erosão, frentes ribeirinhas, solos com elevado valor ecológico e portanto com aptidão para a produção de biomassa, vegetação natural e semi-natural - e de que estes sistemas devem estar articulados numa estrutura que permita o estabelecimento de relações de continuidade. A estrutura edificada – infra-estruturas viárias, habitação, equipamentos, indústria – deve, na sua implantação no território, obedecer a regras de localização que tenham em conta a presença dos sistemas naturais e da Estrutura Ecológica.

O cumprimento deste pressuposto traduz-se numa ocupação racional do território onde cada actividade ocupa as áreas ecologicamente mais aptas, numa relação que beneficia quantitativa e qualitativamente as actividades desenvolvidas. Procura-se, deste modo, uma diferente atitude relativamente ao ordenamento do território, que concilia a necessidade de utilização dos recursos com a sustentabilidade futura. 

Na paisagem contemporânea, em que o ritmo e a solicitação para a transformação de usos imprime grandes modificações no território, urge a implementação de um modelo de ordenamento que distinga os recursos ecológicos fundamentais que devem ser preservados, das áreas que poderão ser sujeitas a alterações relativamente à sua ocupação actual. Por outro lado, o aparecimento de novas realidades de paisagem concelhia, fruto destas alterações, sugere a necessidade de se equacionar a validade dos modelos de construção do espaço não urbanizável e de se definirem as situações de limite entre uma cidade e um campo cada vez mais indistintos. 

A paisagem constitui um sistema complexo em permanente transformação. Independentemente da escala de abordagem é sempre possível encontrar evidências dessa transformação, quer como resultado de processos naturais (nomeadamente os processos erosivos), quer como resultado de processos antrópicos. O resultado dos processos de modificação da paisagem expressa-se através de alterações operadas sobre uma matriz geográfica primordial (ela própria resultado de processos de construção atemporais), definindo, em cada momento, as características que determinam as qualidades, potencialidades e simultaneamente limitações e restrições ao uso da paisagem. 

Na paisagem em mudança podem-se discernir diferentes ritmos de transformação, podendo destacar-se elementos e estruturas que apresentam uma maior resistência à mudança. São estes elementos recorrentes, que constituindo uma estrutura de permanência sobre uma matriz mutável, conferem identidade ao território, permitindo caracteriza-lo e distingui-lo de outras realidades que experimentam as mesmas modificações. Pode mesmo constatar-se que são estas estruturas de permanência que, sobre uma realidade metropolitana que evidencia as mesmas características, os mesmos problemas e as mesmas tipologias de ocupação do território em todo o mundo, definem diferenças e singularidades que permitem distinguir um espaço do outro, uma cidade da outra.

Estas estruturas permanentes dizem respeito aos sistemas fundamentais, que suportam um desenvolvimento sustentável, tais como a Estrutura Ecológica associada aos recursos naturais e a Estrutura Cultural associada à mobilidade, ao edificado e ao Património (natural e construído). A delimitação destas estruturas permite uma localização racional do território pelas actividades humanas de acordo com o conceito de aptidão ecológica e o uso-múltiplo, ao contrário do que é prática corrente, em que a ocupação do território se faz de acordo com lógicas de propriedade dos terrenos e duma iniciativa privada que não é orientada pela Administração nem fundamentada em critérios científicos.

A sobreposição das estruturas ecológica e cultural integradas com os elementos construídos cria condições para a existência de percursos de mobilidade saudável, a nível regional e municipal (pistas cicláveis), tendo em conta critérios relacionados com a segurança dos ciclistas, qualidade ambiental e ligações directas a diversos equipamentos e interfaces de transportes, aumentando assim a competitividade quer da bicicleta, enquanto meio de transporte, quer do sistema de transportes integrado.

ÁREA METROPOLITANA LISBOA

LISBON CITY-REGION

Text Box: CONCEITOS (Portuguese only)

Aptidão Ciclável / Cycle Suitability

Rede Ciclável Potencial / Potential Cycle Network

Rede Ciclável Hierarquizada / Hierarchy Cycle Network

O que é a Rede Ciclável de Lisboa? What is Lisbon Cycle Network?

Acalmia de tráfego pelo desenho / Traffic Management Design?

Tipologias de percursos cicláveis / Tipology for Cycle Paths

Redes Cicláveis

FAQs

clique