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A Rede Ciclável
Potencial é uma peça técnica que representa todos os percursos cicláveis
possíveis no município, integrando vários aspectos relacionados com a
própria funcionalidade da estrutura ciclável. Esta potencialidade
representa um documento de “visão” para o Concelho no que respeita ao
máximo de percursos cicláveis.
Baseia-se em
pressupostos fundamentais de base para a funcionalidade da rede ciclável,
nomeadamente o declive ciclável, a continuidade da rede e a
importância das ligações que esta proporciona, nomeadamente a intermodalidade
com o transporte público.
A Rede Ciclável
Potencial traduz espacialmente todas as possibilidades da circulação
em bicicleta, uma vez que espacializa todos os percursos cicláveis
que respeitam os critérios cicláveis definidos.
Este conjunto de
percursos com estas características permite garantir uma base sólida
para a elaboração da Rede Ciclável Hierarquizada, contribuindo
com a base de dados percursos existentes, cujo enriquecimento com
elementos exteriores ao próprio funcionamento da Rede Ciclável Potencial
(Estrutura Ecológica e Estrutura Cultural) permite alcançar um sistema
ciclável confortável, integrado, e útil.
Descrevem-se as características
base da Rede Ciclável Potencial:
1.1.
Declive
O declive constitui um
factor fundamental para o número de utilizadores que a estrutura ciclável
projectada venha a usufruir.
De facto, a
atractibilidade da rede depende fortemente da existência de uma rede
preferencialmente plana e é um aspecto fundamental para a competitividade
desta estrutura face a outras alternativas de transporte.
Baseado no estudo
previamente efectuado - Aptidão
Ciclável - entende-se que os percursos são considerados óptimos para a
circulação por bicicleta desde que apresentem um declive até 3% ou
satisfatórios se apresentarem valores entre os 3% e 5%.
Conforme a situação
de contexto pode-se avançar até aos 8% de acordo com as limitações
impostas a troços com esta inclinação (ver
APTIDÃO CICLÁVEL).
O Guia AASHTO dos Estados Unidos para as boas
normas de planeamento e construção de redes cicláveis refere, no que
respeita a estas situações que:
·
troços com 5-6% são aceitáveis até 240m;
·
troços com 7% são aceitáveis até 120m;
·
troços com 8% são aceitáveis até 90m;
Um princípio fundamental no
desenho de redes cicláveis é a sua continuidade. É referido em variada
bibliografia internacional a importância de qualquer linha de movimento
corresponder, de uma forma geral, à capacidade de incutir uma direcção
o mais directa possível, na qual paragens, mudanças de direcção ou
quaisquer adversidades, são indesejáveis. Numa documento de visão como
é a Rede Ciclável Potencial, este aspecto é largamente considerado,
procurando-se o maior número de ligações entre os diferentes percursos,
respondendo com percursos tão associados à morfologia de terreno quanto
possíveis.
A Rede Ciclável Potencial
procura, de acordo com os pontos que se pretendem ligar, a síntese de
percursos que recorram, sempre que possível, às linhas definidas na
Aptidão Ciclável.
Como resultado da Morfologia de
Terreno do Concelho de Almada, já anteriormente referida, são
identificadas inúmeras descontinuidades na rede rodoviária e de
caminhos, analisada em termos de aptidão ciclável, o que obriga
necessariamente à proposta de ligações que garantam a continuidade dos
percursos, para além da rede rodoviária e de caminhos analisada.
Estas ligações são, na Rede
Ciclável Potencial, o esboço de um traçado que é desenvolvido com
maior detalhe na fase posterior – Rede Ciclável Hierarquizada.
A definição dos percursos cicláveis
permite uma primeira análise sobre as potencialidades cicláveis
municipais. As ligações propostas fora da rede viária e de percursos
analisados, significam a infra-estruturação de raiz de novos percursos
cuja localização procura, nesta fase, todas as possibilidades disponíveis,
respeitando o declive ciclável.
A continuidade do percurso não
obriga a que o mesmo seja percorrido em toda a sua extensão. Contudo a
continuidade cria condições que possibilitam o acesso dos utilizadores a
um sistema alargado, cujas ligações com outros meios de transporte o
tornam mais abrangente e dinâmico.
O
Ministério das Obras Públicas sugeria já em 1979 (MHOP, 1979) alguns
dos equipamentos a ter em conta no planeamento de redes cicláveis,
reunidos nas seguintes características, nomeadamente:
-
nível local: Habitações, Comércio
de proximidade, Infantários, Parques de recreio, Escolas primárias e
do Ensino Preparatório e Paragens de autocarro, entre outras;
-
nível
médio: Centros Urbanos,
Escolas Secundárias e do Ensino Superior, Grandes áreas de trabalho,
Zonas de Recreio, Instalações Desportivas e Interfaces de transporte
colectivo, entre outras.
Estes equipamentos devem
constituir pontos preferenciais para a localização de estacionamentos de
apoio à Rede Ciclável.
Assim,
os percursos cicláveis descritos na Rede Ciclável Potencial deverão ser
o resultado da integração de:
i) Percursos com
perfil longitudinal ciclável (<5%) de acordo com a Aptidão Ciclável;
ii)
Equipamentos Colectivos preferenciais a ligar através de percursos
cicláveis.
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para Rede Ciclável Hierarquizada
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