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>01.d) Rede Ciclável Potencial I ir para página principal

 

1. A Rede Ciclável Potencial

       1.1. Declive

       1.2. Continuidade da Rede Ciclável

       1.3. Ligações que a Rede proporciona  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1. A Rede Ciclável Potencial

 

A Rede Ciclável Potencial é uma peça técnica que representa todos os percursos cicláveis possíveis no município, integrando vários aspectos relacionados com a própria funcionalidade da estrutura ciclável. Esta potencialidade representa um documento de “visão” para o Concelho no que respeita ao máximo de percursos cicláveis. 

Baseia-se em pressupostos fundamentais de base para a funcionalidade da rede ciclável, nomeadamente o declive ciclável, a continuidade da rede e a importância das ligações que esta proporciona, nomeadamente a intermodalidade com o transporte público

A Rede Ciclável Potencial traduz espacialmente todas as possibilidades da circulação em bicicleta, uma vez que espacializa todos os percursos cicláveis que respeitam os critérios cicláveis definidos. 

Este conjunto de percursos com estas características permite garantir uma base sólida para a elaboração da Rede Ciclável Hierarquizada, contribuindo com a base de dados percursos existentes, cujo enriquecimento com elementos exteriores ao próprio funcionamento da Rede Ciclável Potencial (Estrutura Ecológica e Estrutura Cultural) permite alcançar um sistema ciclável confortável, integrado, e útil. 

Descrevem-se as características base da Rede Ciclável Potencial:   

1.1. Declive   

O declive constitui um factor fundamental para o número de utilizadores que a estrutura ciclável projectada venha a usufruir. 

De facto, a atractibilidade da rede depende fortemente da existência de uma rede preferencialmente plana e é um aspecto fundamental para a competitividade desta estrutura face a outras alternativas de transporte. 

Baseado no estudo previamente efectuado  - Aptidão Ciclável - entende-se que os percursos são considerados óptimos para a circulação por bicicleta desde que apresentem um declive até 3% ou satisfatórios se apresentarem valores entre os 3% e 5%. 

Conforme a situação de contexto pode-se avançar até aos 8% de acordo com as limitações impostas a troços com esta inclinação (ver APTIDÃO CICLÁVEL)

O Guia AASHTO dos Estados Unidos para as boas normas de planeamento e construção de redes cicláveis refere, no que respeita a estas situações que:

·         troços com 5-6% são aceitáveis até 240m;

·         troços com 7% são aceitáveis até 120m;

·         troços com 8% são aceitáveis até 90m;

 

1.2. Continuidade da Rede Ciclável

 

Um princípio fundamental no desenho de redes cicláveis é a sua continuidade. É referido em variada bibliografia internacional a importância de qualquer linha de movimento corresponder, de uma forma geral, à capacidade de incutir uma direcção o mais directa possível, na qual paragens, mudanças de direcção ou quaisquer adversidades, são indesejáveis. Numa documento de visão como é a Rede Ciclável Potencial, este aspecto é largamente considerado, procurando-se o maior número de ligações entre os diferentes percursos, respondendo com percursos tão associados à morfologia de terreno quanto possíveis.  

A Rede Ciclável Potencial procura, de acordo com os pontos que se pretendem ligar, a síntese de percursos que recorram, sempre que possível, às linhas definidas na Aptidão Ciclável.  

Como resultado da Morfologia de Terreno do Concelho de Almada, já anteriormente referida, são identificadas inúmeras descontinuidades na rede rodoviária e de caminhos, analisada em termos de aptidão ciclável, o que obriga necessariamente à proposta de ligações que garantam a continuidade dos percursos, para além da rede rodoviária e de caminhos analisada.  

Estas ligações são, na Rede Ciclável Potencial, o esboço de um traçado que é desenvolvido com maior detalhe na fase posterior – Rede Ciclável Hierarquizada. 

A definição dos percursos cicláveis permite uma primeira análise sobre as potencialidades cicláveis municipais. As ligações propostas fora da rede viária e de percursos analisados, significam a infra-estruturação de raiz de novos percursos cuja localização procura, nesta fase, todas as possibilidades disponíveis, respeitando o declive ciclável.

A continuidade do percurso não obriga a que o mesmo seja percorrido em toda a sua extensão. Contudo a continuidade cria condições que possibilitam o acesso dos utilizadores a um sistema alargado, cujas ligações com outros meios de transporte o tornam mais abrangente e dinâmico.

 

1.3.         Ligações que a rede proporciona 

 

É nas curtas distâncias que a bicicleta é mais competitiva, nomeadamente na transferência de utilizadores do transporte individual para o transporte público, sendo a bicicleta uma forma de ligação casa – interface de transporte público ou mesmo interface de transporte público – destino final. 

O Ministério das Obras Públicas sugeria já em 1979 (MHOP, 1979) alguns dos equipamentos a ter em conta no planeamento de redes cicláveis, reunidos nas seguintes características, nomeadamente: 

  • nível local: Habitações, Comércio de proximidade, Infantários, Parques de recreio, Escolas primárias e do Ensino Preparatório e Paragens de autocarro, entre outras; 

  • nível médio: Centros Urbanos, Escolas Secundárias e do Ensino Superior, Grandes áreas de trabalho, Zonas de Recreio, Instalações Desportivas e Interfaces de transporte colectivo, entre outras.

 

Estes equipamentos devem constituir pontos preferenciais para a localização de estacionamentos de apoio à Rede Ciclável. 

Assim, os percursos cicláveis descritos na Rede Ciclável Potencial deverão ser o resultado da integração de:

 i) Percursos com perfil longitudinal ciclável (<5%) de acordo com a Aptidão Ciclável;

 ii) Equipamentos Colectivos preferenciais a ligar através de percursos cicláveis.

 

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