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 e s t r u t u r a    g l o b a l    d a    t a p a d a   d a   a j u d a    


 

     

 

 . Estrutura Ecológica .

 

Uma das formas de respeitar o meio é através da preservação da Estrutura Ecológica, “constituida pela expressão espacial das áreas mais sensíveis dos ecossistemas, traduzida nos factores de ambiente «visíveis» como o relevo, a hidrografia, o solo e a vegetação.

 

Em relação à vegetação deve-se ter em conta a sua diversidade e as suas funções. Para garantir o mosaico agro-florestal existente, traduzido por uma matriz onde os corredores e as parcelas são as caracteristicas dominantes na paisagem, é necessário ter em atenção:

·           a conservação das sebes de compartimentação e o seu efeito na referenciação dos caminhos (árvores de alinhamento);

·           a volumetria da vegetação em locais onde se desejam manter as panorâmicas (como é o caso do Jardim da Parada e o Miradouro de Salazar );

·           a recuperação de áreas que dentro deste espaço estão destinadas ao recreio e ao lazer como o Jardim da Parada e o Jardim do Auditório;

·           a conservação da mata garantindo as funções, neste caso de protecção, através da manutenção do povoamento misto, deixando algumas clareiras, e do desenvolvimento da sua orla;

·           a manutenção dos 4,4 ha da Reserva Botânica Natural D. António Xavier Pereira Coutinho que tem na sua formação um pequeno bosque natural do tipo duriliginosa, onde dominam os zambujeiros – Olea europaea L. var. silvestris Brot., de estatura variável;

·           a importância dos sistemas agrícolas na diversidade da Paisagem e na sua utilização pelo Homem (na cadeia alimentar);

·           a execução de podas só em “situações de emergência, porque a poda não é uma operação cultural normal das árvores de ornamento ou florestais. A poda só é uma operação normal em fruticultura.” Qualquer supressão de que resulta um aspecto mutilado da árvore compromete a finalidade estéctica da planta ornamental e prejudica a sua saúde (equilibriobiológico). Em caso raros, ligados a factos históricos ou quando se pense que seja possível uma reconstituição aceitável da planta, “os cortes devem fazer-se de modo a não se notarem, ( ... ) e devem ser normalmente atarraques sobre-laterais, que embora reduzam a ramagem não desfiguram a árvore.” (Cabral, 1960);

·           a manutenção e conservação dos taludes das estradas com vegetação apropriada. O prof. Caldeira Cabral (1940) indica algumas espécies para esse efeito :

Agapanthus umbellatus, L’Hérit 

Lavandula stoechas, L.

Amaryllis belladona, L.

Pelargonium peltatum, Solande

Carpobrotus edulis, N. E. Br.

Retama monosperma, (L.) Bss.

Hedera helix, L.

vários Sedum

Hypericum polyphyllum 

Taxus baccata, L.

Iris sp. (Lírio espanhol)

Vinca difformis, Pourr. 

Iris germanica, L.      

·          a colocação de «mix-border» ou sebes de vegetação talhadas ( com 1,20 m de altura por 0,75 m de largura) onde já existiram. A sua distribuição será a seguinte, segundo (Cabral, 1940) :

Cedrus atlantica, Manetti

 Mioporum

Cedrus deodara

Rhamnus alaternus, L. ( na Terra Grande e no Largo do Barbeiro)

Crataegus monogyna, Jacq. ( na Terra da Eira Velha)

Rosmarinus officinalis, L. (na Terra do Moinho e no Olival dos Coelhos)

Cydonia japonica e Acer campestre, L.

 Pittosporum crassifolium e Escallonia sp. (no Jardim da Parada)

Ligustrum japonicum; Thunb.

                   

    ·          a plantação de árvores e arbustos da flora mediterrânea:

Árvores

Arbustos

Acacia longifolia, Wild.

 Buxus sempervirens, L.

Acer negundo, L.

Cotoneaster horizontalis, Decne.

Acer pseudo-platanus, L.

Cupressus horizontalis, Gordon 

Aesculus hippocastanum

Evonymus japonica, Thunb.

Carpinus betulus, L.

Laurus nobilis, L.

Celtis australis, L.

Lonicera etrusca, Santi.

Celtis occidentalis, L.

 Nerium oleander,L.

Ceratonia siliqua, L.

Opuntia ficus–indica, (L.) Haw. 

Cercis siliquastrum, L. 

Pistacia lentiscus, L.

Cupressus lusitanica, Mill.

Punica granatum, L

Fraxinus angustifolia, Vahl.

Quercus coccifera, L.

Jacaranda ovalifolia 

Spiraea cantoniensis, Lour.

Olea europaea

Retama monosperma, (L.) 

Pittosporum undulatum, Vent.

Rhamnus alaternus, L.  

Pittosporum crassifolium

Rosa canina, L.

Pinus halepensis, Miller 

Rosa semprevirens, L. 

Pinus nigra, Arnh. var. austriaca, Endl.

Rosmarinus officinalis, L.

Pinus pinea, L.

Teucrium fruticana, L.  

Platanus orientalis, L.

Viburnum tinus, L.

Populus alba, L.

Populus monilifera, Ait.

Populus nigra, L.

Populus tremula, L.

Quercus ilex, L.

Quercus suber, L.

Tilia cordata, Mill.

Tilia platyphyllos, Scop.

Ulmus campestris, L.

Ulmus pumila


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Tapada da Ajuda . Instituto Superior de Agronomia .

   

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